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Artigos

Um panorama sobre as Usinas Solares flutuantes

Por

Gabriel Fiori

28/5/2018

Hoje, a produção de energia através de fontes limpas é um dos principais objetivos para a maioria dos países. Dentre as formas de produção de energia limpa, sabe-se que o processo de captação de energia solar é uma das maneiras mais eficientes e sustentáveis disponíveis, e tem sido incorporada cada vez mais por governos no mundo todo, tendo como principais exemplos potências como China, EUA, Índia e Alemanha. Com o aumento do uso desta fonte, surge a necessidade de estudar, entender e planejar como este sistema pode ser cada vez mais eficiente e sustentável, visando menores impactos ambientais e maior produtividade.

É devido a estas questões que novas soluções surgem na indústria energética. Uma das mais recentes e eficazes soluções é a construção de usinas fotovoltaicas flutuantes. Suas características e benefícios serão abordados a seguir

Exemplos pelo mundo

Como dito anteriormente, a necessidade de novas soluções para o setor energético levou à criação de usinas fotovoltaicas flutuantes. Um dos maiores exemplos deste novo método de captação de energia solar é a usina de Huainan, cidade pertencente à província de Anhui, China. O projeto concluído em maio de 2017, realizado pela empresa Sungrow Power Supply, possui atualmente uma capacidade instalada de 40 MWp. O que era uma mina de carvão se transformou em uma fazenda solar flutuante, com 120.000 reluzentes módulos fotovoltaicos com capacidade para abastecer cerca de 15.000 casas. Huainan é apenas um dos muitos exemplos desta prática que vem sendo realizada na China.

Porém, não é apenas na China que esse movimento vem sendo realizado. Em 2016, o governo britânico adotou esta nova forma de captação de energia solar com a construção da usina fotovoltaica flutuante Queen Elizabeth II, uma das maiores do mundo. O projeto localizado nos arredores da cidade de Londres possui mais de 23.000 módulos fotovoltaicos, que ocupam apenas cerca de 6% da área total do reservatório em que está localizado, e possui capacidade de 6.3MWp, o suficiente para abastecer o consumo de cerca de 1.800 casas. A energia gerada pelo sistema é utilizada para o tratamento de água na região, e fornece água limpa para uma população próxima de 10 milhões de pessoas.

Nos Estados Unidos também é possível encontrar alguns exemplos de usinas fotovoltaicas flutuantes. A cidade de Sonoma na Califórnia é mundialmente conhecida por suas belezas naturais, principalmente pelas vinículas que compõe o cenário, e que atraem admiradores de vinhos do mundo inteiro. É possível encontrar usinas fotovoltaicas sendo instaladas nas superfícies dos reservatórios de água de Sonoma, que foram originalmente construídos para abastecer as vinículas da região em épocas de seca. A conclusão da construção do projeto tem previsão para o fim de 2018, com expectativa de geração de 23.000 megawatt-hora por ano, o suficiente para abastecer 12.000 casas na região. A cidade de San Diego, também na Califórnia, possui um projeto semelhante, com 24.000 painéis solares cobrindo apenas uma parte da área total de 200 acres do reservatório Olivenhain, capazes de produzir 144.000 megawatt-hora, o suficiente para abastecer 21.500 casas.

Os principais benefícios apontados pelos responsáveis envolvidos nos projetos são:

* Eficiência – aumenta-se a eficiência da captação de energia solar pois, por estarem próximos da água, os módulos se mantêm mais limpos e resfriados, fator essencial para uma performance superior;

* Diminuição da evaporação de água dos reservatórios – por estarem localizados na superfície da água, os painéis reduzem a evaporação de água dos reservatórios, que será utilizada para a produção de energia através de sistemas de usinas hidrelétricas por exemplo;

* Redução do crescimento de algas – é comum a formação de algas nos reservatórios, que podem prejudicar o funcionamento do sistema de tratamento de água para abastecer a população, muitas vezes necessitando de manutenções e reparos devido à aglomeração de algas em importantes peças do sistema. A presença dos painéis reduz a exposição das algas à luz direta do sol, impactando seu processo de fotossíntese e, consequentemente, sua proliferação;

* Uso de áreas de baixo impacto ambiental – por estarem em sua maioria, localizadas sob reservatórios de água artificiais, as usinas fotovoltaicas impactam de forma quase irrelevante para o meio ambiente, e não necessitam de áreas em terra para serem construídas, permitindo a exploração e prática de outras atividades econômicas, como por exemplo a agricultura;

O cenário brasileiro

O Brasil é um dos países com maior potencial para produção de energia solar do mundo, sendo também um país que produz mais da metade do total de sua energia através de fontes hidrelétricas. Portanto, torna-se difícil imaginar um cenário mais otimista para a construção de usinas fotovoltaicas flutuantes. Porém, a prática ainda é recente em terras brasileiras, e o caso da usina de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas, é um dos únicos exemplos no Brasil. Além de Balbina, a reserva hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, também possuí um projeto semelhante.

O caso de Balbina é um caso especial, e um tanto quanto delicado. Construída durante o regime da ditadura militar no Brasil, a reserva hidrelétrica é conhecida como um dos maiores crimes ambientais da história. Para sua construção, foram inundados cerca de 3.129 km² da floresta amazônica, destruindo e colaborando para a extinção de inúmeras espécies de animais e plantas, aumentando também a emissão de gases de efeito estufa. Tamanho estrago resultou em uma usina hidrelétrica com capacidade de 275MWp. Devido a isso, o uso de usinas fotovoltaicas flutuantes representa uma ótima alternativa para aumentar a eficiência da região, e tentar de alguma maneira compensar os danos causados à natureza.

 

FONTES:

https://www.smithsonianmag.com/smart-news/china-launches-largest-floating-solar-farm-180963587/

http://www.scmp.com/news/china/society/article/2096667/china-flips-switch-worlds-biggest-floating-solar-farm

https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-12-11/china-three-gorges-starts-world-s-biggest-floating-solar-project

https://www.theguardian.com/environment/2016/feb/29/worlds-biggest-floating-solar-farm-power-up-outside-london

https://www.nrdc.org/stories/floating-solar-farms-catch-california

https://www.theguardian.com/environment/2016/jun/30/floating-solar-is-a-win-win-energy-solution-for-drought-stricken-us-lakes

http://www.abc.net.au/news/2014-05-12/floating-solar-power-plant-would-reduce-evaporation/5445912

https://www.nytimes.com/2016/05/24/science/solar-power-floating-on-water.html

http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2016-03/brasil-inaugura-primeira-usina-solar-flutuante-do-mundo-em-lago

http://unitedsolarinitiative.org/floating-solar-panels-restore-doomed-lake/

https://epocanegocios.globo.com/noticia/2016/04/ideias.html

https://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/construcao-de-hidreletrica-na-amazonia-provocou-extincao-de-animais-16630344

http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2016/03/nova-usina-solar-flutuante-no-am-deve-atender-95-mil-familias-ate-2017.html

https://solarassetmanagement.us/download-floating-plants-overview/

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